Todos passaram, passam ou passarão por situação semelhante. Quando garoto, eu tinha tempo de sobra. Via o mundo sob um ângulo diferente. Até mesmo os famosos "tatuzinhos" (que, de acordo com o sempre eficiente Google, se chama Bicho-de-conta) apareciam com frequência maior. Por um tempo até achei que eles eram algum tipo de fada, que só apareciam para crianças que acreditam em sua existência.

Hoje, aos 25 anos, tudo é tão corrido. Jogar meus vídeo-games virou luxo. E justo quando eu tenho condições financeiras de bancar o próprio vício. Alguns jogos que antes seriam tão atraentes (aos 11 anos de idade adorava alugar um game chamado Blast Corps, para o Nintendo 64. Jogo modesto, porém que me divertia muito) hoje não passam nos meus filtros, estes mais rigorosos. Afinal, o tempo tem que ser gasto com planejamento e qualidade.
Ultimamente, tenho visto muitos jogos "repetidos". Ou se parecem com GTA, ou com God of War, ou com Call of Duty. As temáticas, claro, são alteradas. No entanto, o conceito segue o mesmo de sempre (liberdade de exploração "sem regras" no caso de GTA, pancadaria e violência como em God of War ou "você no campo de batalha" como em Call of Duty).
Essa repetição é vista em Castlevania: Lords of Shadow, Resistance: Fall of Man e até mesmo no próprio GTA IV, para mim uma espécie de "GTA III-2". Baixei demos dos dois primeiros na PSN e joguei o terceiro na loja que já viu tanto dinheiro meu que vou passar de cliente a acionista. Não encantaram. Sim, eles tem bons gráficos, trabalho com áudio, ambientação e tudo mais. Mas não tem algo visto em muitos jogos de Wii, por exemplo: inovação.
É o que a Nintendo faz de maneira genial com o famoso Super Mario, sempre lançando games com mecânica diferente. É a novidade vista no primeiro Guitar Hero, hoje presente apenas em novos episódios da série Rock Band. É o que vejo em Final Fantasy XIII (jogo que merecerá um post próprio no futuro, pois é fruto de muita discussão entre eu e meus amigos). LittleBigPlanet, então, nem se fala (o segundo game da série está sendo detonado por este que escreve. Também fico devendo comentários detalhados).
Vejo muita coisa no mercado com capacidade de ser melhor, de ir além. Aparentemente, porém, a crise de três anos atrás ainda faz com que as fabricantes queiram arriscar menos, lançando games que aproveitam o sucesso de outros para vender.
Pelo menos acredito que este cenário começa a mudar. Gostei de algumas demos que baixei no início do ano (como Dead Space 2) e tem jogo com data de lançamento para 2011 que promete ser bom, como The Legend of Zelda: Skyward Sword, The Last Guardian e Uncharted 3: Drake's Deception. Dá para ficar empolgado. Afinal, um "tatuzinho" me visitou na minha mesa de trabalho em janeiro. Deve ser um bom sinal.

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